O plano é desenvolvido em quatro etapas, apresentadas a seguir, que serão executadas de forma contínua para que se estabeleça um ciclo de desenvolvimento tecnológico industrial constante:
1. Diagnóstico por setor industrial: A primeira etapa do plano consiste no mapeamento dos processos fabris unitários de cada segmento industrial que foi objeto de estudo do diagnóstico de competitividade do setor. Esse diagnóstico tem como objetivo identificar as principais vulnerabilidades e os gargalos tecnológicos de cada segmento, considerando três aspectos: (a) relevância na cadeia de suprimentos, (b) nível de ocorrência nos fornecedores de um determinado segmento e (c) abrangência intersetorial, ou seja, o impacto que este gargalo tem em outros segmentos industriais.
2. Estruturação da Agenda Tecnológica: A partir dos gargalos tecnológicos mapeados na etapa anterior e do mapeamento das melhores práticas de produção industrial (estado da arte) relacionadas os processos analisados, são identificadas alternativas de solução, que originam uma carteira de projetos tecnológicos, refletindo as principais demandas tecnológicas da cadeia de suprimentos do setor de P&G.
3. Execução dos Projetos Tecnológicos: A partir da identificação de uma agenda tecnológica de interesse da indústria, os projetos tecnológicos são desenvolvidos por universidades e institutos de pesquisa com a participação obrigatória de empresas fornecedoras de bens & serviços do setor de P&G. O papel dos fornecedores nesse processo é assegurar a aderência do projeto às demandas tecnológicas do setor. As soluções tecnológicas desenvolvidas são implementadas nas empresas participantes dos respectivos projetos, com o suporte técnico dos desenvolvedores dos mesmos.
4. Disseminação das Tecnologias Desenvolvidas: Para que se possa promover uma disseminação massiva das tecnologias desenvolvidas ao longo de toda a cadeia de suprimentos, possibilitando que empresas fornecedoras que não tenham participado do desenvolvimento dos projetos também possam incorporar as soluções desenvolvidas, será criado um escritório de projetos tecnológicos. O papel do escritório de projetos será organizar, orientar e disponibilizar as informações de serviços e extensão tecnológica de forma contínua e específica para as empresas, principalmente subfornecedores, da cadeia de P&G, canalizando o suprimento das demandas e identificando eventuais lacunas. Além disso, também promoverá ações de divulgação das oportunidades para o desenvolvimento tecnológico e a mobilização da indústria, instituições de pesquisa e organismos governamentais e não governamentais em prol do desenvolvimento tecnológico industrial.
A governança do referido Plano é composta por um Comitê de Tecnologia, coordenado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), que conta com 3 (três) subcomitês tecnológicos voltados para as seguintes áreas de conhecimento: (a) tecnologia metal-mecânica, (b) tecnologia elétrico-eletrônica e (c) serviços. 
O primeiro ciclo do Plano de Desenvolvimento Tecnológico Industrial – PDTI – teve inicio em 2009 a partir de um amplo diagnóstico dos principais problemas encontrados nos setores que compõem a rede de fornecimento de bens e serviços necessários para as operações da indústria de P&G. A partir desse diagnóstico, o Prominp está estruturando a sua 1ª Carteira de Projetos do PDTI.

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