O aprofundando dos estudos nesse tema levou o Prominp a identificar dois grandes conjuntos de tecnologias: (i) a Tecnologia Industrial Básica (TIB), que abrange as atividades de metrologia, certificação de conformidade, normalização e patenteamento do produto ou processo desenvolvido, e (ii) a Tecnologia de Produção Industrial (TPI), que envolve o aperfeiçoamento ou desenvolvimento de novos produtos, processos e a gestão empresarial. 
Caracterização da Tecnologia – Tipos e Níveis de Desenvolvimento Tecnológico
Com relação à Tecnologia Industrial Básica, o Prominp concluiu que o país possui uma infra-estrutura razoavelmente adequada, embora ainda exista espaço para melhorias pontuais. Contudo, o principal esforço necessário deverá ser voltado para ações de adequação das Tecnologias de Produção Industrial, que apresentam 3 (três) níveis de desenvolvimento tecnológico, quais sejam:
1. Tecnologia base (ou madura): Condição mínima requerida para que uma empresa seja fornecedora, neste caso, do setor de petróleo & gás. Essa tecnologia não configura uma vantagem competitiva da empresa que a detém perante seus competidores, apenas a credencia a “entrar no jogo”. Um exemplo, no segmento de caldeiraria, seria o domínio do processo de solda de aços especiais (duplex / super duplex) que vem sendo exigidos nos equipamentos adquiridos pela Petrobras.
2. Tecnologia chave (ou emergente): Consiste em uma solução inovadora que confere a empresa que a detém um diferencial competitivo. Um exemplo, ainda no segmento de caldeiraria, seria a capacidade de projetar (engenharia de) equipamentos de caldeiraria.
3. Tecnologia de fronteira (ou embrionária): Representa os primeiros estágios do desenvolvimento tecnológico (pioneirismo tecnológico). Um exemplo, no segmento de subsea, seria a perfuração de poços na camada do Pré-Sal.
Os principais esforços necessários para o desenvolvimento das tecnologias de fronteira que viabilizarão a exploração do petróleo na cada Pré-Sal já foram mapeados e estão sendo conduzidos pela Petrobras e demais operadoras do setor, com o envolvimento das instituições de ciência e tecnologia e de fornecedores. Assim, o principal desafio para o atendimento das demandas do pré-sal se volta para a capacidade da indústria nacional em responder ao aumento na escala de demanda de bens e serviços.

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